5 de setembro de 2007
30 de agosto de 2007
Roberta Sá no lado esquerdo do meu mediaplayer...
Dor no apogeu
A lua já se escondeu
Vestindo o céu de puro breu
E eu mal vejo a minha mão
A rabiscar, esboço de canção
Poesia vã
Pobre verso meu
Que brota quando feneceu
A mesma flor que concebeu
Perdido na alucinação
Do amor acreditando na ilusão
Canto pra esquecer a dor da vida
Sei que o destino do amor
É sempre a despedida
A tristeza é o grão
A saudade é o chão onde eu planto do ventre da solidão
É que nasce o meu pranto"
[ Lavoura, letra de Teresa Cristima e Pedro Amorim ]
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7:47 PM
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25 de agosto de 2007
Pro dia nascer feliz...
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10:28 PM
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22 de agosto de 2007
Eu tenho medo do meu próprio povo!
Trecho bizarro do regulamento do Festival de Teatro de Ponta Grossa - PR, que eu recebi hoje:
"Art. 7º - Não serão aceitas inscrições de espetáculos de teatro de animação (objetos, bonecos, etc.) para concorrer no festival, com o intuito de facilitar o processo de seleção dos espetáculos e valorizar o trabalho do ator. "
Então bonequeiro não é ator?! [Pasmem!]
Em pleno século XXI, depois de todos os "ismos", vanguardas, hibridismos, fusões, conceituações e muito blá, blá, blá, ter que ler isso é de doer os cornos!
Isso porque é um evento organizado por gente do meio teatral que, em teoria, deveria estar dialogando com tudo de "novo" que o teatro tem discutido.
Quando o seu próprio meio teima em ser cafona, não restam muitas esperanças:
Eu passo a corda! Alguém se habilita a chutar o banquinho?!
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Daniel Olivetto
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10:24 AM
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20 de agosto de 2007
Três cigarros e uma prosa bipolar
(Então ele bateu os sapatos, não limpou as soleiras, não virou o disco, e viu-se rodeado dos afagos que vinham de lugar nenhum)
Este dia não lhe deu a doutrina salvadora. Este lugar não trouxe um abraço esperado, tampouco um soluço desembestado de quem anda torto. Ele se viu pura poesia. Ele quis escrever um poema. E tentou dormir com macacos no sótão, com talheres no teto, com risadas no porão. E quis escrever um poema. E preparou um chá, e andou pela casa, e esmigalhou nozes. E quis escrever um poema.
A moça desnuda do sétimo andar agonizava na janela. Ele gritou (oco) contra vidro (fosco) do prédio: vou escrever qualquer merda hoje!!! Está me ouvindo?!
(silêncio noturno, sequer um cachorro se pronunciava)
Qualquer merda - disse o ator - qualquer merda!
[foto da Samara Zukoski, que tá cada vez melhor na fita]
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8:33 PM
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19 de agosto de 2007
Céu de azul e cinza
Fim de semana lindo e doido (doido porque foi lindo, lindo porque foi doido)
Oficina belíssima do espetáculo novo (veja algumas fotos em www.oespacoemaberto.blogspot.com)
Muitas unhas roídas!
Muitas imagens novas na cabeça!
Muitas olhadas para o espaço interno!
E também muitos afetos doidos ( inspiradores)!
Harry, você não vale mesmo um real (e é das pessoas deste naipe que eu gosto)
"às vezes (e isso eu confesso) eu queria ser um copo descartável, um objeto vulgar, o banal, o imprestável...
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4:56 PM
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15 de agosto de 2007
Coisas que eu não entendo...
“Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo o contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar destas cousas, considerei que para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos, e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora”. Machado de Assis, "O Segredo do Banzo"
(Foto roubada do Flickr, do Lucas Viggiani)
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7:44 AM
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13 de agosto de 2007
"Prefiro as máquinas que servem para não funcionar:
quando cheias de areia de formiga e musgo - elas podem um dia milagrar flores
(Os objetos sem função têm muito apego pelo abandono)
Também as latrinas desprezadas que servem para ter grilos dentro - elas podem um dia milagrar violetas.
(Eu sou beato em violeta)
Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam a Deus!
Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!
(O abandono me protege.) "
Manoel de Barros Livro sobre nada
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Daniel Olivetto
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7:41 PM
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