23 de novembro de 2007

A cada segundo

pra esquecer as biritas paracetamol, pra chorar as pitangas ombro, pra andar descalço varanda, para pegar leve consigo bicho-preguiça, pra dar risada baralho, pra perguntas difícies google, pra bagunçar o sótão Bauman, pra alterar os ânimos serotonina, para sacudir o esqueleto Smiths, pra não levar a si mesmo tão a sério respiração, para o melhor ângulo precisão, pra não ouvir a noite circulador de ar, pra deixar o hoje vivo Vinícius, pra entender o obtuso insônia, para matar o ego: luz branca chapada [em 100%]

2 comentários:

Enzo Potel disse...

lindo, tão pequeno, tão verdadeiro, menos é sempre mais!

"pra não ouvir a noite circulador de ar"

eu também preciso de ventilador pra cegar meus ouvidos... não ouvir a noite é não ouvir a si, a entranha, o estômago roncando, não de descanso, mas se desespero.

vixe, isso dá poema!


to bem, saudade. pela primeira vez na vida estou com medo de ter feito aniversário! kkk não por ficar um ano mais velho, mas por não ficar. complexo? isso rende um saia justa de natal

e tu?

RHK disse...

Eu sei... Será que é a crise dos quase trinta?
Ouvi dizer que depois isso melhora.
Mas acho que ser blasé está totalmente out next year.
Ah, e feliz aniversário atrasado.