16 de setembro de 2007

Assim... sem nada



Eu não sei mais o que é ou não é poesia... eu só intuo, e à vezes me encorajo a dizer algo sobre o assunto. Lembro que na terceira série, a "tia" [que não lembro o nome] me deu um "poeminha" pra decorar. Era mais ou menos assim: "não sei de onde venho / não sei onde estou / não sei para onde caminho meus passos / sinto, no entanto, que sou / que existo / que cresço dentro de mim / como uma planta surgida de sua semente". Sempre que havia visitinha de diretora ou de alguém assim ilustre, além de termos de levantar ao lado da carteira em sinal de respeito, cada um tinha que recitar seu poeminha para a visita [...a "tia" apertava um botãozinho e o macaco de cada dia dançava]. Eu lembro que eu não gostava muito da minha performance [pudera!]. Hoje eu costumo me lembrar deste poema dando risada. Eu rio dos versinhos guardados há mais de quinze anos em algum lugar, pois acho piegas, mal feito, coisa de pára-choque de caminhão, sei lá... Mas há algo nele que fala de mim, e isso me assusta um pouco. Talvez seja parte da poesia que há em tudo, as imagens retorcidas que usamos pra dizer algo que não tem graça de ser dito de maneira direta... Talvez eu apenas seja piegas e nada poético. Assim, apoético, retilíneo, sem floreios e sem graça alguma. Talvez eu seja apenas assim.

2 comentários:

Patricia disse...

você é poético sim (ponto final).

Enzo Potel disse...

mas pelo menos alguém te prende com as pernas né gato?!

éticaaaaaaaaaa!
ahaahhaahahahahaha

não tenho tá?

saudade víbora